sexta-feira, 10 de maio de 2013


«Quem ME ama guardará a minha palavra
[…] Deixo-vos a minha paz, dou-vos a minha paz»
[João 14,23-29]


           

            Este dia 10 de Maio, fica assinalado pela coincidência destas duas notícias. A primeira publicada, entre outros lugares, no site da Arquidiocese de São Paulo – Brasil [http://arquidiocese.com.puc-rio.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm] e a outra publicada na Agência Ecclesia [http://www.agencia.ecclesia.pt/cgi-bin/noticia.pl?id=95457].

AIS premia aeromoça despedida por usar um crucifixo no pescoço
09/05/2013



A fundação pontifícia Ajuda à Igreja que Sofre (AIS) reconhecerá nesta sexta-feira, 10 de maio, com o Prêmio à Defesa da Liberdade Religiosa no Mundo à empregada da British Airways Nadia Eweida que foi despedida por usar um crucifixo no pescoço e a que o Tribunal Europeu de Estrasburgo deu a razão.

O prêmio, que reconhece a sua "luta contra a discriminação religiosa no mundo ocidental", será entregado no marco da III Jornada sobre Liberdade Religiosa que a AIS organiza e acontecerá nesta sexta-feira às 16h, na Universidade CEU San Pablo de Madri.

O caso de Nadia Eweida, cristã copta do Reino Unido, repercutiu nos meios quando em 14 de janeiro de 2013 o Tribunal Europeu de Estrasburgo deu a sentença a seu favor no processo feito contra a British Airways por tê-la demitido por usar uma cruz no pescoço. A empresa alegava que usar um crucifixo prejudicava o conceito de marca da empresa.

A Corte sustentou que "os tribunais não respeitaram o equilíbrio entre o desejo da demandante de manifestar sua crença religiosa e o desejo de seu empregador de projetar uma imagem corporativa determinada". Do mesmo modo, a sentença sublinha que "outros empregados da linha aérea britânica tinham sido autorizados a usar objetos religiosos como turbantes ou hiyab, sem nenhum impacto negativo sobre a imagem da British Airways".

A linha aérea ofereceu a Eweida um trabalho como administradora onde "não teria que usar uniforme nem teria contato com clientes", ao que ela se negou. Finalmente, a demandante voltou para a sua função em fevereiro de 2007 quando a companhia mudou sua política para permitir a exibição de símbolos religiosos.

 

 

Vaticano: Papa e líder da Igreja Ortodoxa do Egito juntos pela unidade e pela paz

Tawadros II propôs a Francisco que o dia 10 de maio seja dedicado à celebração do «amor fraterno» entre as duas comunidades cristãs





Cidade do Vaticano, 10 mai 2013 (Ecclesia) – O Papa Francisco e o patriarca ortodoxo copta do Egito, Tawadros II, reforçaram hoje no Vaticano o seu empenho na consolidação de um caminho de colaboração iniciado pelas duas Igrejas cristãs há 40 anos.
“Estamos satisfeitos por podermos confirmar hoje aquilo que os nossos predecessores solenemente declararam, estamos unidos por um só Batismo e ansiamos pelo dia em que possamos comunicar a partir do mesmo cálice”, realçou o Papa numa mensagem difundida pela Rádio Vaticano.
Pela primeira vez desde a assinatura da declaração comum entre o Papa Paulo VI e o patriarca Shenouda III, em 1973, os representantes máximos das Igrejas Católica e Ortodoxa Copta reuniram e rezaram junto ao túmulo de São Pedro.
Para o Papa Francisco, a visita do patriarca de Alexandria “reforçou os laços de amizade e fraternidade que já existem entre a Sé de Pedro e a Sé de Marcos, herdeira de uma inestimável herança de mártires, teólogos, santos monges e fiéis discípulos de Cristo, que testemunharam o Evangelho de geração em geração, apesar das constantes adversidades”.
[…]


            Uma leiga e um bispo da Igreja copta assumem publicamente a sua fé e manifestam o desejo de construir um mundo unido e, por isso, ao acolherem a paz que Jesus lhes deixa e lhes dá tornam-se testemunhas da unidade e da paz.
            Com eles e com os peregrinos de Maria, em direcção a Fátima, tornemo-nos construtores da unidade e da paz.

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