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quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Viver o Natal em Ano da Fé


Mensagem Natalícia de D. Antonino Dias, 

Bispo de Portalegre-Castelo Branco


Celebrar o Natal em Ano da Fé é centrá-lo verdadeiramente na Pessoa de Jesus Cristo e purificar as motivações e modos de o viver tornando-o mais verdadeiro e mais rico de sentido. O Santo Padre Bento XVI, neste Ano da Fé, convida a Igreja a conduzir os homens para a amizade com Jesus Cristo e lembra-lhe que “sucede, não poucas vezes, que os cristãos sintam maior preocupação com as consequências sociais, culturais e políticas da fé do que com a própria fé, considerando esta como um pressuposto óbvio da sua vida diária. Ora esse pressuposto não só deixou de existir como, frequentemente, acaba até negado” (Porta Fidei, 2). No Natalcelebramos o nascimento de Jesus Cristo “autor e consumador da fé”; n’Ele, celebramos o encontro de Deus com os homens e dos homens com Deus; celebramos a Incarnação do Verbo, o primeiro e único acontecimento à escala do Universo capaz de fomentar a verdadeira globalização da humanidade com respeito pela autonomia e cultura dos povos e interessada pelo seu desenvolvimento e bem-estar. Este dinamismo imparável rumo à comunhão universal iniciada por Cristo, mesmo que o possamos julgar lento, vai acontecendo progressivamente porque está alicerçado na lei do Amor e na economia da Graça que enriquece e compromete na promoção da pessoa e na transformação do mundo. Na verdade, os construtores deste mundo novo em que Ele, o Menino do presépio, será tudo em todos, são, com a força do Espírito, todos e cada um dos cristãos já espalhados pelo mundo e também aqueles homens e mulheres de boa vontade que têmconsciência da sua dignidade, do valor transcendente da pessoa, do sentido da sua existência e creem que esta vida não é realidade “última”, mas “penúltima”, como afirmava João Paulo II.
Celebrar o Natal no silêncio do presépio, e fora do buzinar consumista, ajuda a reavivar a fé, a penetrar um pouco mais no mistério do amor de Deus que vem para nos salvar e se revela em Cristo e por Cristo. Nas suas palavras e atos, nos seus silêncios e sofrimentos, na sua maneira de ser e de falar, tudo, tudo em Cristo é revelação do Pai. Por isso, Ele pôde dizer: “Quem me vê, vê o Pai”, e o Pai quis testemunhar: “Este é o meu Filho, o meu eleito: escutai-O” (cf. Catecismo da Igreja Católica, 516).
Com a luz que brota do presépio, congratulamo-nos com todas as pessoas de boa vontade que lutam pelos direitos humanos, pela verdade, pelo bem e pela justiça: são valores evangélicos; esperamos que cada cristão e cada família cristã se deixem conduzir e fortalecer pela pessoa de Jesus Cristo, o Filho de Deus, para que possam, com mais determinação ainda, prosseguir nesta alegria de O escutar, seguir e anunciar, sendo testemunhas credíveis da fé e da esperança.
Lembrando a crise que nos envolve, queremos estar próximos e solidários com todos aqueles que a sofrem e sentem mais dolorosamente. Porque somos cristãos, somos pessoas de esperança, daquela esperança que tem como fundamento e garante a pessoa de Jesus Cristo. Nas presentes circunstâncias, porém, pedimos a todos os diocesanos a solidariedade pessoal, familiar e de vizinhança, a partir da fé, para que a ninguém falte a beleza e a ternura do Natal, “Páscoa escondida”, e todos possam celebrar a vida, a família, a solidariedade e a fraternidade universal, alicerçada no amor do Deus Menino.
Feliz Natal para todos.
 
Antonino Dias
Bispo de Portalegre - Castelo Branco

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