Há 50 anos a «dureza do coração» já invadia muitas pessoas, muitas instituições? e também se sentia na própria Igreja.
Por isso, e à voz do então Papa João XXIII, todos os caminhos foram dar a Roma onde se iniciou a ?aventura? do II Concílio do Vaticano, sem ?agenda pré-definida? mas com uma grande abertura à vida e às questões que se punham para se conseguir uma vivência livre, aberta e feliz, como Jesus propôs com a sua vinda a este mundo «Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância» (João 10,10)
Como refere Bento XVI, «foi um? dia magnífico? com que se iniciou o Vaticano II, e como era ?impressionante ver passar os bispos provenientes de todo o mundo, de todos os povos e raças?, uma imagem da ?Igreja de Jesus Cristo que abraça todo o mundo, na qual os povos da terra se sentem unidos na sua paz?». Também eu pude fazer igual experiência quando nos anos noventa tive a graça de estar em Roma para um período de formação complementar. Era sempre um «alargar de coração» cada vez que ia à Praça de São Pedro e participava em momentos de maior ou menor participação de fiéis de todas as raças e culturas, mas ali unidos na mesma fé.
Hoje 50 anos depois, aí está o Sínodo sobre a nova evangelização, a decorrer em Roma, de 07 a 28 de Outubro 2012, a abertura do Ano da Fé, de 11 Outubro 2012 a 24 Novembro 2013, e o 2º ano da caminhada Sinodal na Diocese de Portalegre ? Castelo Branco sempre com o objectivo de ajudar a desfazer a «dureza do vosso coração» para o abrir à vivência do amor que confia em Deus, aprende e aprofunda as verdades da fé e testemunha no dia a dia a alegria de crer e de viver.
Dias grandes pedem grandes decisões? a de hoje poderá ser: «não endureçais os vossos corações» [Salmo 95 (94), 8]


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