Ontem como hoje há jovens que se tornam "famosos" pelas decisões que tomam para as suas vidas. No século XII nasce em Caleruega (Espanha) Domingos de Gusmão que com os alguns companheiros fundou a Ordem dos Pregadores. A seu respeito afirmou o Papa Gregório IX: "Conheci um homem tão fiel cumpridor das regras apostólicas que não duvido estar agora no Céu, associado à glória dos mesmos Apóstolos". Hoje é este jovem também de Espanha que torna pública a sua decisão por ocasião dos Jogos Olímpicos de Londres 2012:
"Carlos Ballve quer aproveitar presença nos Jogos Olímpicos para «crescer na vivência da fé e na partilha de Deus»
Lisboa, 08 ago 2012 (Ecclesia) – Um atleta espanhol atualmente a competir nos Jogos Olímpicos de Londres 2012 decidiu consagrar a sua vida a Deus e vai entrar para o seminário assim que termine a sua participação naquele evento desportivo internacional. Segundo a Catholic New Agency, Carlos Ballve, jogador de hóquei em campo, está a participar pela primeira vez nas olimpíadas e espera aproveitar esta “experiência incrível e preciosa” para “ganhar” mas também “para crescer na vivência da fé e na partilha de Deus com pessoas vindas de todas as partes do mundo”. O final da prova olímpica vai marcar o início da sua caminhada para o sacerdócio, num seminário na Bélgica, depois de um período de discernimento iniciado em 2005. No Verão desse ano, a sua vida mudou radicalmente, enquanto tomava parte num campeonato do mundo na categoria de sub-21. A sua equipa “começou muito mal” a competição e Carlos decidiu “assumir um compromisso com Deus”. O jovem disse a Deus que “se ajudasse a equipa a melhorar a sua prestação” ele iria até Medjugore (pequena região da Bósnia Herzegovina onde alegadamente ocorreram aparições de Nossa Senhora) em peregrinação com o pai. A sua seleção “fez história”, conquistou uma inédita “medalha de bronze” e o atleta cumpriu a sua promessa. No entanto, apesar do reforço que aquele episódio trouxe à sua fé, “alguma coisa dentro de si dizia-lhe” que faltava algo mais à sua vida, “era livre mas não era feliz”. E foi assim que, mesmo no auge da sua carreira, Carlos Ballve decidiu parar e partir em busca de Deus. A organização dos Jogos de Londres, que se concluem a 12 de agosto, reservou espaços inter-religiosos de oração e silêncio para os 16 mil atletas de mais de 200 países, incluindo Portugal. O centro interconfessional da aldeia olímpica inclui mais de 50 clérigos cristãos, judeus, muçulmanos, budistas e hinduístas, entre outros, para oferecer apoio, cuidado pastoral e ajuda espiritual”, bem como vários momentos de celebração e encontros de grupo, refere o site do evento. JCP In - Ecclesia |


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