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domingo, 13 de setembro de 2020

«… ATÉ SETENTA VEZES SETE» [Mateus 18, 21-35]

Neste domingo o protagonista volta a ser Pedro, em nome dos discípulos, e de todos nós… e oferece-nos como programa de vida A FORÇA DO PERDÃO Quantas vezes o perdão? Para quem entender o perdão como uma FRAQUEZA… Zero Para quem entender o perdão como CORAGEM… Sempre Na verdade, é muito mais natural o rancor e a vingança… que se foi mantendo desde Génesis 4,24 “Sete vezes, será vingado Caim…” até que JESUS interrompeu a tradição humana opondo o Amor e o Perdão “até setenta vezes sete” Mas como entrar na concretização desta indicação de Jesus? O Perdão só se entende a partir do exemplo de Jesus na cruz… para se entrar na lógica do dom generoso do perdão… que também é fruto da educação e do treino para quem deseja aprender de Jesus que é “manso e humilde de coração” (Mateus 11,11) E, por último que pode ser também o princípio, nunca esquecer que se tem sempre a possibilidade de RECOMEÇAR DE NOVO a percorrer o caminho do perdão Na Catequese da Quarta-Feira, no Pátio São Dâmaso, em 09 setembro 2020, o Papa Francisco continuou a falar de “Curar o Mundo”: 6. Amor e Bem Comum Resumo da catequese do Santo Padre: A resposta cristã às várias crises resultantes da pandemia do Covid-19 assenta no amor, a começar pelo amor de Deus, que nos amou primeiro e sem condições. Acolhendo este amor divino, podemos responder de forma semelhante: nos nossos gestos, mesmo nos mais humildes, tornar-se-á visível algo da imagem de Deus que trazemos em nós, porque Deus é Trindade do Amor. Com a sua ajuda, podemos curar o mundo, trabalhando juntos para o bem comum. Com efeito, um vírus que não conhece barreiras, nem fronteiras, nem distinções culturais e políticas, deve ser enfrentado com um amor sem barreiras, sem fronteiras nem distinções. Um tal amor é capaz de gerar estruturas sociais que nos estimulem a partilhar em vez de competir, a incluir os mais vulneráveis em vez de os descartar, a manifestar o melhor da nossa natureza humana: a criatividade, a confiança e a solidariedade. Na verdade o amor, que nos torna fecundos e livres, é sempre expansivo e inclusivo: este amor cuida, cura e faz bem. Isto é verdade tanto a nível das pequenas e grandes comunidades, como a nível internacional. Ao contrário, se as soluções para a pandemia estiverem marcadas pelo egoísmo, seja de pessoas, empresas ou nações, talvez possamos sair do coronavírus, mas certamente não da crise humana e social que o vírus tem evidenciado. Para construir uma sociedade sã, inclusiva, justa e pacífica, devemos fazê-lo sobre a rocha do bem comum. [Texto completo http://www.vatican.va/content/francesco/pt/events/event.dir.html/content/vaticanevents/pt/2020/9/9/udienzagenerale.html] Saudação em português: Dirijo uma cordial saudação aos peregrinos e ouvintes de língua portuguesa, convidando todos a permanecer fiéis a Cristo Jesus. Ele desafia-nos a sair do nosso mundo limitado e estreito para buscarmos juntos o bem comum. O Espírito Santo vos ilumine para poderdes levar a bênção de Deus a todos os homens. A Virgem Mãe vele sobre o vosso caminho e vos proteja. O Perdão, o Amor e o Bem Comum só se conseguem viver “com um amor sem barreiras, sem fronteiras nem distinções” Domingo feliz e cheio de gestos de Perdão

domingo, 6 de setembro de 2020

«… ONDE DOIS OU TRÊS… EU ESTOU NO MEIO DELES» [Mateus 18, 15-20]

Neste domingo a meta que a Palavra nos propõe é chegar à PRESENÇA DE JESUS ENTRE NÓS Que percurso é preciso fazer? O Salmo e as Leituras de hoje apontam um caminho pedagógico para alcançar essa meta Comecemos pelo Salmo: “Se ouvirdes a voz do Senhor, não fecheis os vossos corações”... Portanto, “Todos os corações abertos”… como propõe a Profecia de Ezequiel para o coração da sentinela que vigia, ouve e fala… e o coração dos que ela guarda e a quem aponta o caminho… Na 2ª Leitura, São Paulo propõe uma orientação para a vida, usando a comparação da dívida, dizendo que há uma dívida que nunca é suficientemente paga, pois exige compromisso decidido em cada momento presente da vida: “o amor de uns para com os outros”… O Evangelho propõe a pedagogia apresentada em degraus, sempre iniciada por SE… para concretizar o PERDÃO/RECONCILIAÇÃO com degraus de DIÁLOGO até chegar à ORAÇÃO feita em UNIDADE Na verdade, SE as condições se concretizarem chega-se à meta a alcançar: a Unidade para a Oração e a Unidade dos irmãos que atrai para o seu meio a presença de Jesus Esta presença de Jesus é fonte da verdadeira SOLIDARIEDADE que o Papa Francisco propõe na Catequese da Quarta-Feira, no Pátio São Dâmaso, em 02 setembro 2020 “Curar o Mundo”: 5. A solidariedade e a virtude da fé Resumo da catequese do Santo Padre: A pandemia atual evidenciou a nossa mútua interdependência de modo que, para sairmos melhores desta crise, é preciso que o façamos juntos, movidos pela solidariedade. O princípio da solidariedade é mais do que uma mera disponibilidade a ajudar os outros; tem seu fundamento no fato de que a família humana tem uma origem comum em Deus, todos moramos na casa comum e todos temos um destino comum em Cristo. Na Bíblia, há duas passagens muito elucidativas a este respeito: a Torre de Babel e a vinda do Espírito Santo no dia de Pentecostes. No primeiro caso, a busca por alcançar o céu ignorando os laços com os seres humanos, com a criação e com Deus leva à ruína e à divisão, gerando desigualdades que enfraquecem o tecido social e deterioram o meio-ambiente. Já o Pentecostes, mostra-nos que é a descida do Espírito Santo que leva a comunidade a abrir as portas do Cenáculo e sair, criando harmonia. Na verdade, é a solidariedade guiada pela fé que nos permite traduzir o amor de Deus na nossa cultura globalizada, não construindo torres ou muros que dividem e caem, mas inspirando-nos numa unidade na diversidade e na solidariedade. Oferece-nos também os anticorpos da diversidade solidária, impedindo que a singularidade de cada um se perverta em individualismo egoísta e animando-nos a gerar novas formas de fraternidade fecunda e de solidariedade universal. Saudações: Dirijo uma cordial saudação aos fiéis de língua portuguesa, convidando a nunca vos cansardes de invocar o Espírito Santo, artífice da unidade da Igreja e entre os homens, para que nos ajude a buscar sempre o diálogo com todas as pessoas de boa vontade, para construirmos um mundo de paz e solidariedade. Que Deus vos abençoe a vós e a vossos entes queridos!

domingo, 30 de agosto de 2020

«SE ALGUÉM QUISER SEGUIR-ME…» [Mateus 16, 21-27]

Cá está um dos muitos “SE” em que JESUS põe uma condição fundamental e à qual nem sempre prestamos a melhor atenção… No Ribatejo, costumava dizer-se que “O carro não vai à frente dos bois”… Isso mesmo!... JESUS VAI À FRENTE e voluntariamente se apresenta como exemplo / modelo a seguir e por isso explica aos seus discípulos “que tinha de ir a Jerusalém e sofrer muito… ser morto e ressuscitar ao terceiro dia” Jesus é Caminho a SEGUIR e não a ANTECEDER… Pedro, “tomando-O à parte…” apresenta-Lhe outra proposta, isto é, quer ANTEDER-SE a Jesus e, no mínimo, acha estranho o modo que Ele propõe para quem O queira SEGUIR… A resposta para Pedro é “eloquente”… e acrescenta para os seus discípulos de ontem (com Pedro também a ouvir), de hoje e de sempre “Se alguém quiser seguir-Me, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e siga-Me” Esta mesma mensagem do Senhor que vai à frente e seduz, encontramo-la na experiência de JEREMIAS (20,7-9) “Vós me seduzistes, Senhor, e eu deixei-me seduzir; Vós me dominastes e vencestes” E o mesmo também refere São PAULO aos Romanos (12, 1-2) “… transformai-vos pela renovação espiritual da vossa mente, para saberdes discernir, segundo a vontade de Deus…” Agora é a nossa vez, de SEGUIR, de DEIXAR-SE SEDUZIR, de DISCERNIR a vontade de Deus e, como o Salmista, REZAR “A minha alma tem sede de Vós, meu Deus” Para o fazer no concreto destes tempos de pandemia é boa ajuda a desafiadora Catequese do Papa Francisco, da última Quarta-Feira, que continua a catequizar sobre “Curar o Mundo”: 4. O destino universal dos bens e a virtude da esperança Também nela o Papa Francisco (como Jesus) vai à frente e desafia a SEGUIR a proposta que apresenta Biblioteca do Palácio Apostólico Quarta-feira, 26 de agosto de 2020 Catequese - “Curar o Mundo”: 4. O destino universal dos bens e a virtude da esperança Resumo da catequese do Santo Padre: [completa http://www.vatican.va/content/francesco/pt/events/event.dir.html/content/vaticanevents/pt/2020/8/26/udienzagenerale.html] Neste tempo de incerteza e angústia, convido a todos a acolherem o dom da esperança que vem de Cristo: Ele ajuda-nos a atravessar as águas tumultuosas da doença, da morte e da injustiça. A pandemia pôs a descoberto e agravou os problemas sociais, sobretudo a desigualdade. Se uns podem trabalhar a partir de casa, isto é impossível para muitos outros. Se alguns alunos podem, por entre dificuldades, continuar a receber uma formação escolar, esta foi bruscamente interrompida para muitos outros. Se umas nações possuem recursos financeiros para enfrentar a emergência, outras, para o conseguir, têm de hipotecar o futuro. Esta desigualdade é fruto dum crescimento que prescinde dos valores humanos fundamentais. O chamado homo sapiens tornou-se uma espécie de homo œconomicus – em sentido pejorativo – individualista, calculista e dominador: quer possuir e dominar os seus irmãos e irmãs, a natureza e o próprio Deus, insurgindo-se contra o seu desígnio criador. Mas, quando a obsessão de possuir e dominar exclui milhões de pessoas dos bens primários, quando a desigualdade económica e tecnológica é tal que dilacera o tecido social, então não se pode ficar parado a olhar. Com os olhos fixos em Jesus e com a certeza de que o seu amor atua através da comunidade dos discípulos, devemos agir juntos com a esperança de gerar algo de diferente e melhor. A esperança cristã, radicada em Deus, é a nossa âncora. Ela sustenta a nossa vontade de partilhar, como discípulos de Cristo que tudo partilhou connosco. Saudações: Saúdo os ouvintes de língua portuguesa, desejando-vos uma fé grande para verdes a realidade com o olhar de Deus e uma grande caridade para vos aproximardes das pessoas com o seu coração misericordioso. Confiai em Deus, como a Virgem Maria! De bom grado abençoo a vós e aos vossos entes queridos. Um dia feliz com a cruz que pode sempre ser iluminada como esta, com este instantâneo captado com o abri da janela do quarto, e também florida, como esta fotografada em pleno campo com as flores dispostas em forma de cruz

domingo, 23 de agosto de 2020

«E VÓS, QUEM DIZEIS QUE EU SOU?» [Mateus 16, 13-20]

Neste domingo novamente UM DIÁLOGO com perguntas e respostas entre Jesus e os seus discípulos Sim! O modo de viver dialogando uns com os outros ajuda a encontrar o caminho a percorrer em tantas encruzilhadas da vida… Já dizia a sabedoria do povo “A falar é que a gente se entende” Primeiro uma pergunta a todos sobre “o que se diz por aí…” Depois, uma pergunta já direcionada “E vós…” Pedro, sempre pronto e espontâneo, e podemos dizer em nome de todos, responde “Tu és o Messias, o Filho de Deus vivo” Pedro ao ouvir a resposta de Jesus, “Feliz de ti…” talvez tenha pensado e talvez nós pensemos tanta vez… acertei, já está… não é preciso mais nada… Mas nunca é assim… pois ninguém pode parar no que ouve, sabe ou diz… O verdadeiro caminho faz-se, caminhando… Por isso, Jesus continua e alarga a resposta certíssima dada sobre Si, estendendo a missão de Pedro, e a nossa, à “minha Igreja”… Responder e aderir hoje a Jesus Cristo é também aderir e comprometer-se com a (Sua) e nossa Igreja… tal como ela é, com coisas que é preciso “ligar” e com tantas outras que é preciso “desligar”… para bem o fazer a chave que Jesus dá é o Seu exemplo de amor até ao fim, dando a Sua vida no “altar da cruz”... de modo concreto na sexta-feira da paixão e de modo sacramental na celebração da Eucaristia Nestes tempos incertos de pandemia, em que nem os poderosos e ricos navegam seguros … olhamos para os pequenos e os pobres que já antes não tinham ponto de apoio e navegavam nas incertezas das tribulações da vida e coloquemos o nosso apoio na rocha segura – Cristo – sobre a qual sempre podemos encontrar segurança e esperança… A Catequese do Papa Francisco, da última Quarta-Feira, desafia a ser igreja que olha para os pobres e que se desliga de todo o egoísmo para viver sempre a caridade com todos, com amor preferencial pelos pobres Vale a pena ler Biblioteca do Palácio Apostólico Quarta-feira, 19 de agosto de 2020

domingo, 16 de agosto de 2020

«SOCORRE-ME, SENHOR» [Mateus 15, 21-28]

Nesta narração evangélica, manifesta-se a pedagogia de Jesus que pretende transmitir ensinamento até chegar à realização do milagre… “Mulher, é grande a tua fé. Faça-se como desejas” “Senhor, tem compaixão de mim”… No evangelho são apresentados pais e mães desesperadas pedindo a cura para os seus filhos… Certamente já bateram a tantas portas… Jesus de quem ouviram falar aparece como a última esperança Na verdade, procuram a cura, a saúde… e não procuram Jesus Assim, Ele parece mais centrado na sua missão… Por isso, os discípulos pedem que a atenda a súplica desta muher… Mas Jesus indica-lhes a sua missão… Israel A mulher insiste no seu pedido… e “prostra-se diante de Jesus” (como se O obrigasse a parar e a olhar para ela… É forte a atitude desta mulher estrangeira… que continua a dialogar com Jesus Finalmente: “Mulher, é grande a tua fé. Faça-se como desejas” Assim, se faz o caminho da fé… partindo de um pedido para a cura da filha esta mulher chega ao encontro pessoal com Jesus que assim abre a porta a todos (Israel e estrangeiros) Todos são irmãos… O Papa Francisco continuou a AUDIÊNCIA GERAL com a catequese sobre “Curar o mundo”: 2. Fé e dignidade humana dizendo que “ O Covid-19 não é o único mal que temos de combater; esta pandemia colocou em evidência patologias sociais mais amplas.” Vale a pena ler Biblioteca do Palácio Apostólico Quarta-feira, 12 de agosto de 2020 Empenhados a contrastar este vírus que atinge indiscriminadamente a todos, não esqueçamos o apelo incessante da fé para nos deixarmos também curar e converter do nosso individualismo, pessoal e coletivo. Na verdade, o Covid-19 não é o único mal que temos de combater; esta pandemia colocou em evidência patologias sociais mais amplas. Uma delas é a visão distorcida da pessoa, uma visão que ignora a sua dignidade e o seu caráter relacional, fomentando uma cultura individualista e agressiva de descarte que transforma o ser humano num bem de consumo. Ora, iluminados pela fé, sabemos que Deus olha de outro modo para o homem e para a mulher: como ouvimos na leitura inicial, Ele criou-nos, não como objetos, mas como pessoas amadas e capazes de amar, à sua imagem e semelhança. Revestiu-nos assim duma dignidade incomparável, convidando-nos a viver em comunhão com Ele, com as nossas irmãs e irmãos, no respeito por toda a criação. Com efeito, ver a criação inteira como um dom recebido do Pai e contemplar o próximo, não como um estranho, mas como um irmão gera sentimentos de compaixão, empatia e respeito. A dignidade humana é inalienável, porque foi criada à imagem de Deus; está na base de toda a vida social e determina os seus princípios e normas de ação. Oxalá o Senhor nos restitua a vista para descobrirmos o que significa ser membro da família humana e que este olhar se traduza em ações concretas de solicitude e respeito por toda a pessoa e de cuidado e defesa da nossa casa comum. E aos fiéis de língua portuguesa Saúdo os ouvintes de língua portuguesa, com votos de que possais, vós todos, dar-vos sempre conta do dom maravilhoso que é a vida. Vele sobre o vosso caminho a Virgem Maria e vos ajude a ser sinal de confiança e esperança no meio dos vossos irmãos. Sobre vós e vossas famílias desça a Bênção de Deus. Um domingo a crescer na fé

domingo, 9 de agosto de 2020

«SOBRE AS ÁGUAS CONTIGO» [Mateus 22, 14-33]

Naquela ocasião noite, vento forte e mar em tempestade… Um pouco como hoje nestes tempos de pandemia de Covid – 19… Mas naquele tempo, Jesus que tinha vindo da oração ao Pai experimenta a segurança que Lhe vem da unidade com o Pai… embora a tempestade sopre contrária… Olhando para a experiência de Jesus também nós poderemos caminhar sobre as águas em tempestade? O primeiro a perguntar foi Pedro e hoje pode perguntá-lo cada discípulo; por isso posso perguntá-lo também eu… diante de tantas e diversas tribulações porque passa hoje a barca da igreja… e de toda a humanidade... Para Pedro naquela situação e para cada discípulo nas situações de hoje a solução foi responder à proposta de Jesus: “Vem” Na verdade, tudo começou bem para Pedro que teve absoluta confiança na Palavra de Jesus… mas depois surgem as dificuldades e a confiança vem para menos… e surge a súplica: “Salva-me, Senhor!” Ontem como hoje, para Pedro e para cada discípulo, o caminho a seguir é sempre o mesmo: Acreditar com adesão plena a Jesus e à Sua Palavra e crescer na relação de amor com o Pai que nasce e cresce na oração… que ajuda a olhar para Jesus, em vez de olhar só para os problemas (e são tantos!...) e clamar, clamar: Vem, Senhor Jesus O Papa Francisco retomou a AUDIÊNCIA GERAL com uma catequese sobre “Curar o corpo”: 1. Introdução que vale a pena ler para tentar encontrar luz para a pergunta: “Também nós, como discípulos de Jesus, devemos nos perguntar: como podemos ajudar a curar o nosso mundo de hoje? Biblioteca do Palácio Apostólico Quarta-feira, 5 de agosto de 2020 A pandemia atual, que continua a causar feridas profundas, evidencia a nossa vulnerabilidade e nos leva a refletir sobre este tempo de incerteza. Mantendo firme o nosso olhar em Jesus, experimentamos como a fé, a esperança e a caridade, dons do Espírito Santo, nos curam e fazem de nós instrumentos de cura. No Evangelho vemos como Jesus sempre se mostrava disponível para curar, não só o corpo, mas a pessoa inteira, como no caso do paralítico de Cafarnaum, a quem Jesus primeiro lhe perdoa os pecados e depois lhe faz caminhar. Também nós, como discípulos de Jesus, devemos nos perguntar: como podemos ajudar a curar o nosso mundo de hoje? Embora a Igreja ministre a graça que cura através dos sacramentos e preste serviços médicos por todo o mundo, todavia não possui respostas técnicas ou políticas para a pandemia. O que tem para oferecer são alguns princípios fundamentais de Doutrina Social que podem nos ajudar a ir para adiante, como a dignidade da pessoa, o bem comum, a opção preferencial pelos pobres, o destino universal dos bens, a solidariedade, a subsidiariedade, o cuidado pela nossa casa comum. Com tais princípios, possamos refletir e trabalhar juntos para construir um mundo melhor, animados pela esperança. E aos fiéis de língua portuguesa Dirijo uma cordial saudação aos fiéis de língua portuguesa e a todos encorajo para que perseverem na oração e na reflexão sobre a Doutrina Social da Igreja para que possa crescer nas comunidades a solidariedade para com os mais necessitados! Que Deus vos abençoe! Um domingo feliz a “andar sobre as águas” com Jesus

domingo, 2 de agosto de 2020

«Abris, Senhor, as Vossas mãos e saciais a Nossa fome» [Salmo 144 (145) 10-11.15-18]

Estamos no primeiro domingo do mês de Agosto e a Palavra de Deus rezada no Salmo Responsorial apresenta o exemplo do Senhor que abre as Suas mãos e sacia a Nossa fome… Depois o Evangelho coloca no deserto e a hora avançada do dia a multidão faminta que segue Jesus e escuta Sua Palavra. Segue-se o diálogo com os Apóstolos a quem Jesus ordena: “DAI-LHES VÓS DE COMER” (Mateus 14,13-21) ESTA ORDEM É HOJE DESTINADA A NÓS, tendo em conta o que se refere ao Pão Material para a boca… e como ele é necessário para tantas bocas… mas também se refere ao Pão Eucarístico que Ele próprio deu na Última Ceia e que a Igreja também é chamada a dar para a peregrinação do deserto da vida a caminho da Pátria celeste. Naquela tarde e ao cair da noite “todos comeram e ficaram saciados” E hoje, quem deseja este pão de vida eterna? Quem se aproxima para o comer e d’ Ele se alimentar? E depois de o ter comido, quem se torna missionário junto dos outros que dele não se aproximam, e tantas vezes, nem dele sentem necessidade!... O nosso Deus, é um Deus exigente e envolvente… PORQUE NOS ENVOLVE NA SUA MISSÃO de hoje “Dar de comer a quem tem fome”… e de “Dar a todos o pão da vida eterna”… Um domingo e uma semana felizes sempre a DAR

domingo, 26 de julho de 2020

«Sabedoria de Deus para encontrar o Tesouro escondido e a Pérola preciosa» [Mateus 13,44-52]

Estamos em tempos de discernimento… sem ele, somos envolvidos pelo turbilhão das coisas do mundo e pela agitação da vida… Daí a beleza da vida de Salomão que ouve do Senhor: “Pede o que quiseres”… E Salomão com discernimento esclarecido pede: “Dai ao vosso servo um coração inteligente… para saber distinguir o bem do mal”… E O Senhor responde: “Dou-te um coração sábio e inteligente… Este discernimento é fundamental para encontrar - o Tesouro escondido num campo - a pérola preciosa - a rede para a pesca Mas, feito o encontro segue-se ainda o discernimento para concretizar - a renúncia e a venda de tudo…. - a escolha do essencial… - e a alegria pela escolha do verdadeiro tesouro Quem ama consegue discernir que na vida “tudo concorre para o bem daqueles que amam Deus” e O colocam em primeiro lugar e depois amam o próximo, concretizando os mandamentos Como são ajuda para este discernimento a sabedoria dos avós que temos presentes neste dia, memória festiva de São Joaquim e Santa Ana, avós de Jesus, e que deram origem ao DIA DOS AVÓS Domingo feliz para avós, pais, filhos e netos

domingo, 12 de julho de 2020

“SEMEADOR… SEMENTE … TERRENO”
SER BOA TERRA

[Mateus 13,1-23]

Uma parábola… para motivar o modo de viver…
Um semeador que sai de casa apenas para semear… a Semente que leva… e terreno onde ela cai… e o local de onde lança a semente da Palavra: uma barca…
E curioso que não escolhe os ouvintes… mas lança a semente a todos… com abundância e confiança… como o Pai que “faz chover sobre maus e bons”… assim se podem entender os diversos terrenos onde cai a semente da parábola…
Por isso, é preciso ter confiança na eficácia da Palavra de Deus… depois simplesmente amar, dar-se, servir todos e servir sempre… quanto à mudança do coração do terreno em quem a Palavra cai… não é tarefa de quem semeia mas é obra da Palavra semeada... que se acolhida… “produz ora cem, ora sessenta, ora trinta por um” - [[AQUI]
Assim, se reza no Salmo Responsorial - [AQUI]
“A semente caiu em boa terra e deu muito fruto”
Para ajudar a concretizar a Palavra que nos propomos viver esta semana SER BOA TERRA para acolher a Palavra, viveremos nesta semana o seguinte programa:
13 jul – Vale da Mua
14 jul - Carvoeiro, 17h30
15 jul – Cardigos, 09h00
16 jul – Envendos, 17h00
17 jul – Chaveira, 10h00
19 jul – S José Matas, 09h00
Vales, 09h00
Cardigos – 10h30
Envendos – 12h30
Carvoeiro – 15h00
 
Um domingo e uma semana cheios de coragem, para recomeçar as vezes que for preciso e não desistir de SER BOA TERRA

domingo, 5 de julho de 2020

“VINDE A MIM … E APRENDEI DE MIM”
[Mateus 11, 25-30]

Na tarde da última quarta-feira, primeiro dia do mês de julho, o Papa Francisco, em tempo de férias, não fez Audiência mas nessa tarde fez um telefonema surpresa ao pe. Roberto Cassano, pároco de São Paulo da Cruz, no bairro de Corviale, em Roma, paróquia que o Papa tinha visitado em 12 de abril de 2018. O Santo Padre pediu para rezar por ele e para cuidar das pessoas mais frágeis.

[https://www.vaticannews.va/pt/papa/news/2020-07/papa-francisco-telefonema-paroquia-corviale-idosos.html?fbclid=IwAR1ji_wvQGN8oL_if-GtVy7CkIRIrn47v-osQVHRN0kajvziNvUufUngbr8]

Também enviou uma mensagem à Conferência Católica dos Meios de Comunicação promovida pela Associação Católica de Imprensa dos Estados Unidos e Canadá sobre o tema “Juntos, enquanto estamos separados” (Together While Apart) que expressa o sentido de unidade não obstante o distanciamento por causa da pandemia de coronavírus.

A unidade na diversidade inspire o serviço ao bem comum e apresentou o desafio para a esperança: “como essencial à missão dos meios de comunicação para manter as pessoas unidas, encurtando distâncias, fornecendo as informações necessárias e abrindo as mentes e os corações à verdade” e acrescentou que meios de comunicação social “possam ajudar as pessoas, sobretudo os jovens, a distinguir o bem do mal, a fazer julgamentos corretos, baseados numa apresentação clara e imparcial dos fatos, a compreender a importância do compromisso com a justiça, a concórdia social e o respeito pela Casa comum”.


            Para ajudar a concretizar a Palavra que nos propomos viver esta semana “Vinde a Mim… e aprendei de Mim” [AQUI] e também aprender a louvar [AQUI], viveremos nesta semana o seguinte programa:

07 jul – Carvoeiro, 17h30
08 jul – Cardigos, 09h00
09 jul – Envendos, 17h00
11 jul – Ladeira, 18h00
12 jul – S José Matas, 09h00
          Vales, 09h00
          Cardigos – 10h30       
          Envendos – 12h30
          Carvoeiro – 15h00


Um domingo e uma semana cheios de coragem para ir ter com Jesus e para aprender d’Ele que é um bom “mestre”

domingo, 28 de junho de 2020

“JESUS (DEUS) NO PRIMEIRO LUGAR”
[Mateus 10, 37-42]

Por amor a Jesus até os laços familiares têm de encontrar o relacionamento certo… isto é, vistos e amados com o amor de Jesus que ama todos e cada um com amor eterno… Jesus (Deus) pede a exclusividade do amor… a quem envia em missão… mas depois acrescenta a promessa “cem vezes mais em pais, irmãos… a cruz… e a vida eterna”
Na verdade, cada/toda a pessoa que encontramos tem o rosto de Jesus (Deus) e é imensamente amada por Ele e deve ser generosamente amada por nós… “O que fizerdes ao mais pequeno dos meus irmãos é a Mim que o fazeis” Para o concretizar poderá ajudar pensar e dizer para si no início do relacionamento: “POR TI”
É mesmo esta a palavra de Jesus para os Missionários “não é digno de Mim” [AQUI]
E o Salmista contemplando o amor grande porque sempre misericordioso de Deus (plenamente vivido por Jesus na sua morte/ressurreição) reza e exclama: “Cantarei eternamente as misericórdias do Senhor” [AQUI]


Dando o primeiro lugar a Deus, viveremos este programa nesta semana em que celebramos São Pedro e São Paulo
29 jun – Chaveira (São Pedro)10h00
30 jun – Carvoeiro, 17h30
02 jul – Envendos, 17h00
03 jul – Cardigos, 09h00, 1ª 6ª feira
04 jul – Vales, 09h00
            S José Matas, 09h00
            Cardigos – 10h30         
            Envendos – 12h30
           Carvoeiro – 15h00

Um domingo e uma semana cheios de Amor a Deus e ao próximo em Deus, com a ajuda do “POR TI” e também com a oração de David a quem, como dizia o Papa Francisco na Catequese da quarta-feira (a última antes do intervalo de verão), “A tradição judaico-cristã atribui a composição dos Salmos”

AUDIÊNCIA GERAL
Biblioteca do Palácio Apostólico
Quarta-feira, 24 de junho de 2020
Catequese: 8. A oração de David
Estimados irmãos e irmãs, bom dia!
No nosso itinerário de catequeses sobre a oração, hoje encontramos o rei David. Predileto de Deus
desde menino, foi escolhido para uma missão única, que assumirá um papel central na história do povo de Deus e da nossa fé. Nos Evangelhos, Jesus é chamado várias vezes “filho de David”; com efeito, como ele, nasce em Belém. Da descendência de David, segundo as promessas, vem o Messias: um Rei totalmente segundo o coração de Deus, em perfeita obediência ao Pai, cuja ação cumpre fielmente o seu plano de salvação (cf. Catecismo da Igreja Católica, 2579).
A vicissitude de David começa nas colinas ao redor de Belém, onde apascenta o rebanho do pai, Jessé. É ainda um rapaz, o último de muitos irmãos. A ponto que quando o profeta Samuel, por ordem de Deus, vai em busca do novo rei, até parece que o seu pai se tinha esquecido daquele filho mais novo (cf. 1 Sm 16, 1-13). Trabalhava ao ar livre: pensamos nele como amigo do vento, dos sons da natureza, dos raios do sol. Só tem uma companhia para confortar a sua alma: a cítara; e nos longos dias de solidão gosta de tocar e cantar ao seu Deus. Também brincava com a funda.
Portanto, em primeiro lugar David é um pastor: um homem que cuida dos animais, que os defende quando surge o perigo, que lhes dá o sustento. Quando David, por vontade de Deus, tiver que se preocupar pelo povo, não realizará ações muito diferentes destas. É por isso que na Bíblia a imagem do pastor é muito recorrente. Também Jesus se define “o bom pastor”, o seu comportamento é diferente daquele do mercenário; oferece a sua vida pelas ovelhas, guia-as, sabe o nome de cada uma delas (cf. Jo 10, 11-18).
Da sua primeira profissão, David aprendeu muito. Assim, quando o profeta Natã o repreenderá pelo seu gravíssimo pecado (cf. 2 Sm 12, 1-15), David compreenderá imediatamente que tinha sido um mau pastor, que roubara de outro homem a única ovelha que ele amava, que já não era um servo humilde, mas um homem doente de poder, um caçador furtivo que mata e saqueia.
Um segundo traço característico presente na vocação de David é o seu espírito de poeta. Desta pequena observação deduzimos que David não era um homem vulgar, como muitas vezes pode acontecer com indivíduos obrigados a viver prolongadamente isolados da sociedade. Ao contrário, é uma pessoa sensível, que gosta da música e do canto. A cítara acompanhá-lo-á sempre: para elevar um hino de alegria a Deus (cf. 2 Sm 6, 16),  para expressar um lamento, ou para confessar o próprio pecado (cf. Sl  51, 3).
O mundo que se apresenta aos seus olhos não é uma cena silenciosa: o seu olhar capta, por detrás do desenrolar dos acontecimentos, um mistério maior. A oração nasce precisamente dali: da convicção de que a vida não é algo que passa por nós, mas um mistério surpreendente, que em nós suscita a poesia, a música, a gratidão, o louvor, ou a lamentação e a súplica. Quando a uma pessoa falta essa dimensão poética, digamos, quando lhe falta a poesia, a sua alma coxeia. Portanto, segundo a tradição David é o grande artífice da composição dos salmos. No início fazem frequentemente referência explícita ao rei de Israel e a alguns dos acontecimentos mais ou menos nobres da sua vida.
Portanto, David tem um sonho: ser um bom pastor. Às vezes conseguirá estar à altura desta tarefa, outras vezes, não; mas o que importa, no contexto da história da salvação, é que ele representa a profecia de outro Rei, do qual é apenas anúncio e prefiguração.
Fitemos David, pensemos em David. Santo e pecador, perseguido e perseguidor, vítima e carnífice, o que é uma contradição. David era tudo isto, ao mesmo tempo. E também nós, na nossa vida, temos traços frequentemente opostos; na trama da vida, todos os homens pecam muitas vezes de incoerência. Na vida de David  existe apenas um fio condutor que confere unidade a tudo o que acontece: a sua oração. Esta é a voz que nunca se apaga. David santo reza; David pecador reza; David perseguido reza; David perseguidor reza; David vítima reza. Até David carnífice reza. Este é o fio condutor da sua vida. Um homem de oração. Esta é a voz que nunca se apaga: quer assuma os tons do júbilo, quer os da lamentação, é sempre a mesma oração, só muda a melodia. Agindo assim, David ensina-nos a deixar que tudo faça parte do diálogo com Deus: tanto a alegria como a culpa, o amor como o sofrimento, a amizade como a doença. Tudo pode tornar-se palavra dirigida ao “Tu” que nos ouve sempre.
David, que conheceu a solidão, na verdade, nunca esteve sozinho! E no fundo este é o poder da oração, em todos aqueles que lhe dão espaço na própria vida. A oração dá-nos nobreza e David é nobre porque reza. Mas é um carnífice que reza, que se arrepende, e readquire a nobreza graças à oração. A oração confere-nos nobreza: ela é capaz de assegurar a relação com Deus, que é o verdadeiro Companheiro de caminho do homem, no meio das numerosas provações da vida, boas ou más: mas sempre com a oração. Obrigado Senhor. Tenho medo Senhor. Ajudai-me Senhor. Perdoai-me Senhor. David tinha tanta confiança, que quando foi perseguido e teve que fugir não permitiu que o defendessem: “se o meu Deus me humilha deste modo, ele sabe”, porque a nobreza da oração nos deixa nas mãos de Deus. Aquelas mãos chagadas de amor: as únicas mãos seguras que nós temos. 
Saudações
De coração saúdo a todos vós, amados ouvintes de língua portuguesa, desejando que eventuais nuvens sobre o vosso caminho não vos impeçam jamais de irradiar e enaltecer a glória e a esperança depositadas em vós, cantando e louvando sempre ao Senhor em vossos corações, dando graças por tudo a Deus Pai. Assim Deus vos abençoe!
Resumo da catequese do Santo Padre
Locutor:
A tradição judaico-cristã atribui a composição dos Salmos a David. A primeira vez que a Bíblia no-lo apresenta, andava a apascentar o rebanho de seu pai: cuidava das ovelhas, defendendo-as dos perigos e guiando-as para boas pastagens. E, ações parecidas com estas, deverá fazer pelo seu povo, quando, mais tarde, for o rei de Israel. Tem um sonho: ser um bom pastor. Umas vezes conseguirá estar à altura do sonho; outras, não. Santo e pecador, perseguido e perseguidor, vítima e carrasco: David foi tudo isso. O mesmo se passa connosco: no decorrer da vida, muitas vezes somos incoerentes. Mas, na trama da vida de David, há um fio que dá unidade a tudo o que lhe acontece: é a sua oração. Esta é a voz que nunca se apaga. Quer assuma tons de alegria e confiança, quer os do lamento e contrição: é sempre a mesma oração, só muda a melodia. Assim nos ensina ele a levarmos tudo para o nosso diálogo com Deus. Tanto a alegria como a culpa, tanto o amor como o sofrimento, tanto a amizade como a doença: de tudo podemos falar com Deus, que sempre nos escuta. David conheceu a solidão; na realidade, nunca esteve só. E, no fundo, esta é a força da oração em toda a pessoa que lhe der espaço na sua vida: a oração é capaz de assegurar a união a Deus, que é o verdadeiro Companheiro de caminho do homem, no meio das mil e uma adversidades da vida.David, que conheceu a solidão, na verdade, nunca esteve sozinho! E no fundo este é o poder da oração, em todos aqueles que lhe dão espaço na própria vida: A oração dá a você nobreza, e David é nobre porque reza. É um carnífice que reza, se arrepende e a nobreza retorna da oração. A oração nos dá nobreza: ela é capaz de assegurar a relação com Deus, que é o verdadeiro Companheiro de caminho do homem, no meio das numerosas provações da vida. Boas ou más, mas sempre a oração. Obrigado, Senhor. Tenho medo, Senhor. Ajuda-me, Senhor. Perdoa-me, Senhor. A confiança de David é tão grande que, quando ele foi perseguido e teve que fugir, ele não deixou ninguém defendê-lo: “Se meu Deus me humilha assim, Ele sabe”, porque a nobreza da oração deixa nos nas mãos de Deus. Aquelas mãos chagadas de amor e as únicas mãos seguras que temos”, concluiu Francisco.
Um domingo feliz vivendo
ANTES DE TUDO
EM PRIMEIRO LUGAR
DEUS NO SEU LUGAR


domingo, 21 de junho de 2020

“NÃO TENHAIS MEDO”
[Mateus 10, 26-33]

Esta Sim é uma palavra forte que aparece três vezes no evangelho de hoje e que os estudiosos encontram 366 nas páginas da Bíblia, como se fosse a palavra necessária para cada dia do ano (mesmo para o ano bissexto)
É isso mesmo, “NÃO TENHAIS MEDO” [AQUI]
Mas com a oração do salmista renovai a CONFIANÇA no amor de Deus [AQUI]

Nesta ocasião em que estão em curso as matrículas para a EDUCAÇÃO MORAL E RELIGIOSA CATÓLICA aqui ficam estes links que poderão ajudar pais e filhos a tomar a melhor opção no que se refere à inscrição no tempo escolar que a Escola proporciona como ajuda à formação completa na caminhada da vida
Programas Ecclesia, rubrica Fé dos Homens da RTP2
 Professores (12.05.2020):
http://www.educris.com/v3/emrc/9499-emrc-em-destaque-no-programa-ecclesia
 Alunos (19.05.2020):
http://www.educris.com/v3/44-destaques/9538-educacao-alunos-explicam-razoes-na-inscricao-em-emrc-cvideo
 Pais (26.05.2020):
http://www.educris.com/v3/44-destaques/9571-educacao-o-testemunho-dos-pais-acerca-da-emrc-cvideo  
2. Vídeos motivacionais
Vídeo motivacional 1º ciclo (26.05.2020):
https://youtu.be/TwjjexWXSk0
 Vídeo motivacional Secundário (27.05.2020):
https://youtu.be/2eM-A45M0LU
 Vídeo motivacional 2.º e 3.º ciclos (28.05.2020):
«EMRC, estamos Contigo!», 2º e 3º Ciclos


Eis o programa para esta semana com a Festa do Nascimento de São João Baptista
23 jun – Frei João (S. João Baptista) 19h00
24 jun – Carvoeiro (S. João Baptista – Padroeiro)18h00
25 jun - Envendos 17h00 Adoração 18h00 Missa
26 jun – Cardigos 09h00 Adoração 09h30 Missa
27 jun - Sábado – S J Matas 16h00
                              Vales 18h00
28 jun – Domingo - Cardigos 10h30
                             Envendos 12h30
                             Carvoeiro 15h00 (Festa do Padroeiro)


Um domingo e uma semana cheios de CONFIANÇA para ser “luz” para os irmãos, também ajudados pela oração de Moisés que é figura profética de Jesus, como se pode ler na Catequese do Papa Francisco

AUDIÊNCIA GERAL
Biblioteca do Palácio Apostólico
Quarta-feira, 17 de junho de 2020
Catequese: 7. A oração de Moisés
Amados irmãos e irmãs, bom dia!
Continuando a catequese sobre a oração, hoje refletiremos sobre a figura de Moisés. No momento em que Deus o chama para salvar o seu povo, Moisés não se apresenta como um interlocutor frágil. Para além do fato de que se encontrasse num estado de fracasso humano por ter tido que fugir do Egito após cometer um ato de violência defendendo um hebreu oprimido, quando Deus se revela diante dele na sarça ardente, Moisés não deixa de manifestar os seus limites e medos diante da missão que lhe era conferida. Porém, na mansidão e humildade, se converte no mediador dos mistérios divinos junto do povo, sem nunca se deixar levar pela tentação do autoritarismo e despotismo. A sua fé fez dele amigo de Deus o que lhe dava confiança para interceder pelo povo hebreu, cheio de compaixão diante das suas fragilidades, como no caso do bezerro de ouro. Desse modo, Moisés era uma figura profética de Jesus, que nos ensina a não condenar os outros nas suas fraquezas, mas a interceder, como verdadeiros advogados, movidos por piedade e pela certeza que o mundo prospera graças à bênção e à oração do justo a favor dos homens. “Moisés não negocia o povo. É a ponte, é o intercessor. Os dois, o povo e Deus, e ele no meio. Não vende o seu povo para fazer carreira. Ele não é um galgador, é um intercessor: pelo seu povo, pela sua carne, pela sua história, pelo seu povo e por Deus que o chamou. É a ponte. Que belo exemplo para todos os pastores que devem ser “ponte”. É por isso que são chamados de pontifex, pontes. Os pastores são pontes entre o povo a quem pertencem e Deus, a quem pertencem por vocação.” 
Locutor:
Dirijo uma cordial saudação aos fiéis de língua portuguesa, encorajando-vos a tornar-vos, com a vossa oração de intercessão e o vosso exemplo de vida cristã, “luz” para os irmãos, especialmente para aqueles que se encontram na escuridão das suas fraquezas, de modo que se deixem iluminar pela misericórdia divina. Que Deus vos abençoe!




domingo, 14 de junho de 2020

“RECEBESTE DE GRAÇA, DAI DE GRAÇA”
[Mateus 9,36 – 10,8]

Dar o que se recebeu…
Aqui está um desafio para concretizar na vida do ser discípulo… seguindo o caminho de Jesus… “lavou os pés”… saiu para o jardim das oliveiras… e mandou que também nós o fizéssemos… É assim que nos colocamos “em saída” para a encarnação do evangelho concretizando a evangelização segundo o exemplo de Jesus, isto é, ser discípulos… como o Mestre

Nesta semana iremos retomar pouco a pouco a visita às pequenas comunidades com a celebração da missa
15 jun - Vale da Mua 17h00
16 jun – Cardigos 10h00 (Promessa Roda / Casalinho)
17 jun - Cardigos 09h00 Adoração 09h30 (Missa)
18 jun - Envendos 17h00 Adoração 18h00 (Missa)
20 jun – QUEBRADA 19h00
21 jun - Domingo - SJMatas 09h15
- Vales 09h00 e Cardigos 10h30 (Diácono)
- Envendos 12h30
- Carvoeiro 15h00

Um domingo e uma semana a dar gratuitamente e sem fingimento, sem astúcia… mas deixando-nos transformar por Deus, como se pode ler na Catequese do Papa Francisco

AUDIÊNCIA GERAL
Biblioteca do Palácio Apostólico
Quarta-feira, 10 de junho de 2020
Catequese: 6. A oração de Jacob
Amados irmãos e irmãs, bom dia!
Continuemos a nossa catequese sobre o tema da oração. O livro do Génesis, através das vicissitudes de homens e mulheres de tempos distantes, conta-nos histórias nas quais podemos refletir as nossas vidas. No ciclo dos patriarcas, encontramos também o de um homem que tinha feito da astúcia o seu melhor talento: Jacob. A narração bíblica conta-nos a difícil relação que Jacob teve com o seu irmão Esaú. Desde crianças, houve rivalidades entre eles, que nunca foram resolvidas. Jacob é o segundo filho, mas, com o engano, consegue obter de seu pai Isaac a bênção e o dom da primogenitura (cf. Gn 25, 19-34). É apenas a primeira de uma longa série de astúcias das quais este homem sem escrúpulos é capaz. Até o nome “Jacob” significa alguém que se move com astúcia.

Forçado a fugir para longe do seu irmão, ele parece ter sucesso em todos os empreendimentos da sua vida. É hábil nos negócios: enriquece muito, tornando-se o dono de um enorme rebanho. Com tenacidade e paciência consegue casar com a mais bela das filhas de Labão, pela qual estava verdadeiramente apaixonado. Jacob - diríamos com linguagem moderna - é um homem que “se fez sozinho”, com a sua perspicácia, com a astúcia, conseguiu conquistar tudo o que quis. Mas faltava-lhe alguma coisa. Faltava-lhe a relação viva com as próprias raízes.
E um dia sente saudades de casa, da sua antiga pátria, onde ainda vivia Esaú, o irmão com o qual sempre tivera péssimas relações. Jacob partiu e fez uma longa viagem com uma numerosa caravana de pessoas e animais, até chegar à última etapa, o rio Jaboq. Aqui o Livro do Génesis oferece-nos uma página memorável (cf. 32, 23-33). Diz-nos que o patriarca, depois de ter feito todo o seu povo e gado - que era tanto - atravessar o baixio, permanece sozinho na margem estrangeira. E pensa: o que o espera no dia seguinte? Qual será a atitude do seu irmão Esaú, ao qual roubara a primogenitura? A mente de Jacob é um turbilhão de pensamentos... E quando anoitece, de repente um  desconhecido apodera-se dele e começa a lutar contra ele. O Catecismo da Igreja Católica explica: «A tradição espiritual da Igreja divisou nesta narrativa o símbolo da oração como combate da fé e vitória da perseverança» (CIC nº 2573).
Jacob lutou até ao romper da aurora, sem nunca se libertar das garras do seu adversário. No final, foi derrotado, atingido pelo seu rival no nervo ciático, ficando aleijado para o resto da vida. Esse misterioso lutador pergunta ao patriarca o seu nome, dizendo-lhe: «O teu nome não será mais Jacob, mas Israel; porque combateste contra Deus e contra os homens e conseguiste resistir!» (v. 29). Como se quisesse dizer: nunca serás o homem que caminha assim, mas direito. Muda-lhe o nome, muda-lhe a vida, muda-lhe a atitude: chamar-te-ás Israel. Então também Jacob pergunta: «Peço-te que me digas o teu nome». Ele não lho revela, mas em troca abençoa-o. E Jacob percebe que encontrou Deus “face a face” (cf. vv. 30-31).
Lutar com Deus: uma metáfora da oração. Outras vezes, Jacob tinha-se mostrado capaz de dialogar com Deus, de O sentir como uma presença amiga e próxima. Mas dessa noite, através de uma luta que durou muito tempo e que o viu quase sucumbir, o patriarca saiu transformado. Mudança do nome, mudança do modo de viver e mudança da personalidade: ele saiu transformado. Desta vez já não é dono da situação – a sua astúcia não serve -  já não é o estratega nem o homem calculista; Deus o reconduz à sua verdade de mortal que treme e tem medo, porque na luta Jacob sentiu medo. Pela primeira vez Jacob nada mais tem para apresentar a Deus a não ser a sua fragilidade e impotência, também os seus pecados. E é este Jacob que recebe a bênção de Deus, com a qual entra coxo na terra prometida: vulnerável, e vulnerado, mas com um coração novo. Certa vez  ouvi um idoso dizer - um bom homem, um bom cristão, mas um pecador que tinha tanta fé em Deus -: “Deus me ajudará; Ele não me deixará sozinho. Entrarei no paraíso a coxear, mas entrarei”. Anteriormente Jacob era um homem seguro de si; ele confiava na sua própria astúcia. Era um homem impermeável à graça, refratário à misericórdia; não sabia o que era a misericórdia. “Aqui sou eu que mando!” e  pensava que não precisava de misericórdia. Mas Deus salvou o que estava perdido. Ele o fez entender que era limitado, que era um pecador que precisava de misericórdia e salvou-o.
Todos nós temos um encontro marcado com Deus de noite, na noite da nossa vida, nas muitas noites da nossa vida: momentos escuros, momentos de pecado, momentos de desorientação. Há ali um encontro com Deus, sempre. Ele nos surpreenderá quando menos esperamos, quando nos encontramos verdadeiramente sozinhos. Nessa mesma noite, lutando contra o desconhecido, tomaremos consciência de que somos apenas pobres homens - ouso dizer “infelizes” - mas, precisamente nessa altura, quando nos sentirmos “pobres homens” não deveremos recear: porque, nesse preciso momento, Deus nos dará um novo nome, que contém o sentido de toda a nossa vida; Ele mudará os nossos corações e nos dará a bênção reservada para aqueles que se deixam transformar por Ele. Este é um bom convite para nos deixarmos transformar por Deus. Ele sabe como fazer, porque conhece cada um de nós. “Senhor, tu conheces-me”, todos nós o podemos dizer. “Senhor, tu conheces-me. Transforma-me”.

Saudações
Saúdo os ouvintes de língua portuguesa e convido-vos – na vigília da solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo – a olhar com confiança o vosso futuro em Deus, levando o fogo do seu amor ao mundo. Logo que vos seja possível, voltai à adoração e à comunhão do Corpo do Senhor na Missa de preceito. É a graça da Páscoa que frutifica na Eucaristia e que desejo abundante na vossa vida. Que Deus vos abençoe!



quinta-feira, 11 de junho de 2020

O grande risco da missa




Nestes tempos de pandemia fui trazendo à memória vários provérbios cheios de sabedoria que aprendi em criança, entre eles este “Alma sã em corpo são”
Na verdade, também aprendi na escola que na soma a ordem dos factores é arbitrária, pois se a soma for bem feita o resultado é sempre o mesmo e certo…
Mas a ordem deste provérbio é interessante…
Por isso, na reabertura das igrejas nestas comunidades, feitas com cuidado as coisas exteriores indicadas para cuidar do corpo… pensámos colocar este cartaz na entrada das igrejas, logo depois de feita com a colaboração da equipa de acolhimento (o antigo ministério de  Ostiário) a higienização das mãos… Assim, se recorda o essencial das “mãos limpas e o coração puro para entrar no santuário” e se prepara para viver o amor de “uns aos outros” e merecer a presença de Jesus “Ele está no meio de nós” para se alcançar o essencial da celebração da missa – o encontro com Jesus na Palavra e no Pão Eucarístico
Pretende-se assim que as circunstâncias exteriores que nos fazem sentir frágeis e limitados (“com a máscara” mas não mascarados)… não dificultem mas facilitem esse encontro com Ele que “está à nossa espera” e nos quer encher do Seu perfume… o alimento da Palavra e da Eucaristia
Depois, renovados com e nesse encontro, também nós com o Seu perfume (“Já não sou eu que vivo é Cristo que vive em mim”) somos enviados para a vida “Ide em paz e o Senhor vos acompanhe” com o perfume que acolhemos e vai em nós e que os outros que de nós aproximam e de quem nós nos aproximamos poderão tirar benefício para as suas vidas
Na verdade “O grande risco da missa” é nem sequer ir por… por… ou então ir apenas para “assistir” à missa…e  pensar em cumprir o preceito… e depois sair e exclamar “já está”… sem ter tomado consciência do essencial que era “participar” na missa alimentando-se da Palavra e do Pão Eucarístico  e  unindo a própria vida à vida de Jesus oferecida por amor com a morte e ressurreição… e depois “continuar” a missa, partindo para a missão com o amor concreto aos irmãos, concretizando a Palavra de Jesus “O que fizeres  ao mais pequenino dos meus irmãos é a Mim que o fazeis”

Feliz dia do "Corpo de Deus"




domingo, 7 de junho de 2020

“DEUS AMOU TANTO O MUNDO”
[João 3,16-18]

Com a Solenidade da Santíssima Trindade inicia-se uma semana especial para a vivência da fé cristã que iremos viver nestas comunidades com o seguinte horário:
CORPO DE DEUS
S J MATAS – 10 jun, 16h00
VALES – 10 jun, 18h00
CARDIGOS – 11 jun, 10h30
ENVENDOS – 11 jun, 12h30
CARVOEIRO – 11 jun, 15h00
         SANTO ANTÓNIO – 13 junho
ALPALHÃO (ENV) – 09h30
CARVOEIRO – 16h00
CARDIGOS – 18h00
         DOMINGO – 14 junho
S J MATAS – 09h00 (Celebração da Palavra)
VALES – 09h00
CARDIGOS – 10h30
ENVENDOS – 12h30

Também se publica esta voz profética do Papa Francisco na catequese sobre a oração a partir do testemunho de Abraão e no dorido apelo relacionado com o racismo com mais uma morte trágica, mais uma vez acontecida nos Estados Unidos

AUDIÊNCIA GERAL
Biblioteca do Palácio Apostólico
Quarta-feira, 
3 de junho de 2020

Catequese: 5. A oração de Abraão
Continuando a catequese sobre a oração, hoje veremos como Abraão é para nós o modelo de quem escuta a voz de Deus e confia na sua palavra. O Livro do Gênesis conta-nos como Abraão prontamente respondeu a Deus que o chamou a deixar a sua pátria rumo a uma terra desconhecida, fiando-se totalmente da promessa divina. Assim, dava início a um novo modo de a humanidade se relacionar com Deus, ou seja, com uma fé que enraizava na própria história pessoal: Deus deixava de ser distante, mas acompanha os passos do homem, guiando a sua vida com a Providência. Por isso, Abraão é o homem da Palavra, que se deixa conduzir por Deus, num caminho que às vezes se faz árduo e até incompreensível, como no drama que Abraão enfrentou ao ser-lhe pedido o sacrifício do seu filho Isaque. Porém, apesar dos obstáculos, Abraão permaneceu fiel, totalmente disponível a Deus, ensinando-nos assim que rezar com fé significa escutar, dialogar e até mesmo discutir, mas sempre dispostos a acolher a palavra de Deus e pô-la em prática.
Locutor:
Dirijo uma cordial saudação aos fiéis de língua portuguesa, encorajando-vos a procurar e encontrar Deus na oração: assim experimentareis a guia do Espírito Santo que fará de cada um de vós verdadeiras testemunhas da fé cristã na sociedade. De bom grado abençoo a vós e aos vossos entes queridos.

Aos fiéis de língua inglesa com uma palavra especial para os Estados Unidos [https://www.vaticannews.va/pt/papa/news/2020-06/papa-francisco-nenhuma-tolerancia-racismo-george-floyd.html]
Caros irmãos e irmãs nos Estados Unidos, sigo com grande preocupação as dolorosas desordens sociais que acontecem na vossa nação, ao longo destes últimos dias, após a trágica morte do senhor George Floyd e de todos os outros que perderam a vida como resultado do pecado do racismo. Caros amigos, não podemos tolerar nem fechar os olhos a qualquer forma de racismo e de exclusão e, mesmo assim, ter a pretensão de defender a sacralidade de cada vida humana. Devemos reconhecer que a violência das noites recentes é autodestrutiva e uma derrota em si mesma, nada se ganha com a violência e muito se perde.
Uno-me à Igreja de Saint Paul e Minneapolis e a de todos os Estados Unidos, rezando pelo eterno descanso de George Floyd e de todos os outros que perderam a vida por causa do pecado do racismo. Rezamos pelo conforto das suas famílias e dos amigos alquebrados e rezamos pela reconciliação nacional e a paz que todos desejam. Nossa Senhora de Guadalupe, Mãe da América, interceda por quem trabalha pela paz e pela justiça na vossa terra e no mundo. Deus vos abençoe a todos vós
Um Domingo Feliz e cheio de louvor

Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo